terça-feira, outubro 04, 2005

FESTA DE CRENTE

Sábado eu acordei e tava um solzinho. Como planejado, levantei e arrumei minha mala, pra ir pra PRAIA. Esperei um amigo, busquei uma amiga, e peguei a estrada. O sol, pra manter sua fama de mal (pelo menos comigo, sempre), logo foi se escondendo entre as nuvens da serra. Não satisfeito com o meu mal humor a partir daí, ainda permitiu que uma densa neblina cobrisse os carros, fazendo a velocidade média ficar abaixo dos 30km por hora. Ai, não vai...grrr. Mas ok. Chegamos no Guarujá lá pelas 14hs, e fomos pra praia do Tombo, onde estava rolando o Circuito Bola de Neve de Surf (campeonato organizado pela minha Igreja). Tinha uma galera legal, o som tava rolando bem também, mas definitivamente, sem sol, meu mau humor não só prevaleceu, como também aumentou. Fiquei chata... Tanto é que cruzamos a cidade, até encontrar um restaurante que eu simpatizasse o suficiente. E olha que eu nem tava de tpm hein. Depois do pratão de camarão grelhado, eu melhorei um pouco, porque tava muito bom.
Enfim, chegamos na casa que íamos ficar, e aí eu percebi como Deus realmente tem uma forma única de lidar com cada um de nós. Me conhecendo melhor do que ninguém, e sabendo o meu estado de stress das últimas semanas (que até me fez ter uma recaída com o cigarro, que tinha parado fazia 8 meses), e minha frustração ao chegar numa praia de tempo nublado, meu Pai do Céu me preparou uma hospedagem mais do que especial. Um amigo me convidou pra ficar numa casa incrível, que tinha uma sauna linda, um jardim encantado e uma banheira de hidromassagem maravilhosa dentro do meu quarto. Nem preciso dizer que depois de um banho quentinho e bem demorado, eu fiquei zen...
Mais tarde, depois de uma dormidinha, acordei com outra cara. Me arrumei e fui com uma galera pra balada da Igreja. É, minha Igreja faz balada também. Pra comemorar pelo campeonato e a comunhão das pessoas com Deus. Muito boa por sinal. Foi num lugar ali no Guaru que chama Toca do Tubarão, no topo de umas pedras, com a maior vista pro mar... demais! Já tinha ido lá alguns anos atrás, numa festa de música eletrônica, mas eu tava tão doida que nem lembro direito, só uns flash-backs. Foi numa fase mega-trash-junkie da minha vida. E que engraçado, eu voltar no mesmo pico, depois de tanto tempo, numa festa tão diferente da outra. Me vi ali, pensando nisso... em tudo que havia acontecido de lá pra cá, de bom e de ruim. Coisa de Deus mesmo. Pra quem estava insuportavelmente azeda menos de 12 horas de atrás, concluí que Ele estava fazendo um bom trabalho comigo.
A festa tava ótima. Teve uns dois shows, um grupo de Rap de Santos muito legal, chamado "Sacerdotes", e uma discotecagem pesada de Hip Hop Gospel do meu amigo Tuca.
Se alguém dançou? Muito! A música Gospel gringa não deixa nada a desejar comparado à música comercial. As produções, as bases e os arranjos são tão bons quanto, principalmente o Rap, que já tem sua raiz de Black Music na Igreja Americana. Muito bom mesmo, fiquei até surpresa. Não fosse toda a galera careta, eu até pensaria estar em uma balada do mundo. E sabe que isso foi uma das coisas que mais me impactaram.... Ninguém fumava, ninguém bebia... Não havia vestígio de fumaça qualquer, nem pessoas caindo pelos cantos, nem caras pegando minas pelo braço ou pelo cabelo (tipo homens das cavernas), nenhuma briga, nenhum mal estar, nada de ruim. Pelo contrário, todo mundo que estava lá sabia bem quem estava no controle de tudo. E se divertiram sem nenhum peso na consciência, sabendo que a proteção sobre aquele lugar e as pessoas era grande e forte, em virtude do bom motivo que reunia todos ali. Saí de lá com outra visão, gostei do que eu vi e da noite que eu tive, tão diferente de tantas que eu estou acostumada a frequentar e produzir.
Cheguei na casa com o mesmo cheiro do perfume que eu saí, no cabelo e na roupa. Isso também foi muito legal.
No domingo, viemos embora logo, pois o tempo também não estava muito bom. No caminho de volta, o sol começou a aparecer (claro! só na volta)... eu tava mais pensativa, bem menos estressada, e um tanto quanto mais feliz. É... Deus sabe mesmo como cuidar especialmente de cada um de nós.

6 comentários:

Anônimo disse...
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Anônimo disse...

eh minha querida...
vendo um outro lado das coisas
issoae!

beijuzao

Anônimo disse...

Desculpe a ignorância no assunto Bola de Neve, mas numa conversa entre amigos, surgiu a notícia de que eles pedem dízimo no Bola... Como não frequento, mas tenho vontade de ir, queria saber se é verdade e sua opinião...

Ah, encontrei seu blog nem sei como... Coisas modernas... RS

Valeu

Lucas

Anônimo disse...

O que é nobre?
O que significa hoje para nós a palavra "nobre"? Onde se revela, em que se reconhece, sob o pesado e triste céu do incipiente domínio da peble, através do qual tudo fica opaco e plúmbeo, o homem nobre? - Não são os atos que o apontam - os atos são sempre ambíguos, sempre insondáveis -;
também nao são as "obras". Entre artistas e eruditos encontram-se muitos que revelam, com suas obras, o quanto um anseio profundo os impele em direção ao que é nobre: mas precisamente este necessitar do que é nobre é radicalmente distinto das nescessidades da alma nobre mesma, e inclusive um sintoma eloquente e perigoso da sua ausência. Não são as obras, é a fé que aqui decide, que aqui estabelece a hierarquia, para retomar uma velha fórmula religiosa num sentido novo e mais profundo: alguma certeza fundamental que a alma nobre tem a respeito de si, algo que não c pode buscar, nem achar, e talvez tampouco perder.
A alma nobre tem reverência por si mesma.

Friedrich Nietzsche

pra refletir!
um beijao

Anônimo disse...

O que é nobre?
O que significa hoje para nós a palavra "nobre"? Onde se revela, em que se reconhece, sob o pesado e triste céu do incipiente domínio da peble, através do qual tudo fica opaco e plúmbeo, o homem nobre? - Não são os atos que o apontam - os atos são sempre ambíguos, sempre insondáveis -;
também nao são as "obras". Entre artistas e eruditos encontram-se muitos que revelam, com suas obras, o quanto um anseio profundo os impele em direção ao que é nobre: mas precisamente este necessitar do que é nobre é radicalmente distinto das nescessidades da alma nobre mesma, e inclusive um sintoma eloquente e perigoso da sua ausência. Não são as obras, é a fé que aqui decide, que aqui estabelece a hierarquia, para retomar uma velha fórmula religiosa num sentido novo e mais profundo: alguma certeza fundamental que a alma nobre tem a respeito de si, algo que não c pode buscar, nem achar, e talvez tampouco perder.
A alma nobre tem reverência por si mesma.

Friedrich Nietzsche

pra refletir!
um beijao

Anônimo disse...

Eu fico bem encanado com rap pra Jesus... é pra adorar ou curtir?
No meio da parada, todo mundo se perde, já vi várias vezes... em inglês então fica mesmo rap é Jesus fica ali que daqui a pouco eu lembro de novo.
A gente é disperso, Pinky, mas apesar de tudo isso, eu ainda acho muito interessante...
Beijo e menos azedume hein menina?
Isso não combina, de jeito nenhum com os filhos do Senhor e você sabe disso! Leia João 13.34 e 35