Sim, isso foi o mais perto do palco que eu consegui chegar ontem... aliás, já tinha até desistido de ir... o telefone tocou às 22.30, com um amigo dizendo para ir que tinha arrumado uma credencial pra eu entrar. É, porque pagar R$ 150 estava fora de cogitação... mas eu queria ir de qualquer jeito. Tinha umas 10 mil pessoas lá dentro.Não sou super-mega-fã de Moby, mas eu curto o som dele... os samplers, os vocais da negona, as guitarrinhas e tal. É legal ver coisas que no estúdio são produzidas com afinco, serem executadas ao vivo, com instrumentos tradicionais, à mercê de efeitos realmente musicais, sem muito auxílio de Pro Tools.
O show? Foi bom, animado. A garota realmente canta muito. Nas levadas dela percebe-se forte influência de blues e gospel. O baterista era gato, e brasileiro... O Moby era igualzinho a caricatura... careca, de óculos. E além dos vocais, tocou guitarra, teclado e percussão. Tipo multi-uso. Ok, pelo menos deu pra perceber que o cara é realmente músico... não só um mero produtor e reprodutor de playbacks... se bem que teve uma hora ali que, certeza, uma fitinha rolou.
Pra mim, os pontos altos da apresentação foram os sucessos mais antiguinhos do disco "Play", um cover que o baixista encarou (e bem) de "The Doors" e umas duas melodias em Acapella que a vocalista soltou, e chegou nas notas mais altas possíveis de uma oitava. Acima, acho que só a Charlotte Church.
A única estranheza foi que, durante a noite, tive a ligeira impressão que as pessoas ali haviam ido para uma rave. É, porque mais da metade tinha cara de quem tinha tomado bala, derretendo pelos cantos... até explodirem de animação quando soava uma sirene e um "tuntitum" techno. Legal, mas era óbvio que muitos ali, não foram por causa do show, tampouco por causa da música. Era a "big party" da noite... e a cidade inteira estava lá, atrás de balada e diversão. Nada contra, mesmo. Mas eu preferia ter ido pra um show, e não pra uma rave urbana num galpão, onde nem dava pra encontrar os amigos direito, muito menos chegar perto do palco, de tanta gente. Antes que me chamem de chata, arrogante, metida e tantas outras nomenclaturas que eu já ouvi, eu expresso minha conclusão: Mesmo assim gostei. Gostei, não amei. Mas já tá de bom tamanho. Rsrs.
Agora, a cena mais legal foi quando o Moby lançou uma parada tipo "mostrem seus dedos feios e mandem o Bush se foder!". E lá foi todo mundo levantando seus ´dirty fingers´e soltando "FUCK YOU BUSH"! Foi d+ ... pena que disso eu não consegui tirar foto... era digno de capa da Veja.
Depois, festa de Hip Hop dos meninos da Chocolate, na Soul Sister. Fim de noite entre amigos. ;)

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